Embora a escola seja para todos e a inclusão um direito do cidadão, o que vemos na prática não chega nem perto disso. A lei obriga a incluir, mas estar matriculado na escola não significa estar incluído. A inclusão vai muito além de inserir alguém em um determinado espaço junto com outras pessoas.
Cansada de buscar a tal inclusão escolar hoje a vejo como uma utopia e tenho dúvidas com relação a uma frase do grande educador Paulo Freire "O utópico não é irrealizável [...]". Nesse caso, inclusão escolar, muitos fatores estão imbricados, o que pode tornar de fato irrealizável, ou mesmo muito distante.Vivemos atualmente uma crise nos valores morais e falta de ética. Vale mais o que se tem do que o que se é. Além disso, vivemos presos a padrões estabelecidos por puras convenções e, quando se difere de tais padrões o que acontece é que se vive à margem da sociedade. Assim, os negros, pobres, favelados, deficientes, entre outros, custumam ser as principais vítimas de situações excludentes dentro de instituições escolares. Dessa forma, temos que admitir que a escola é o espelho da sociedade, pois tais situações acontecem em outros ambientes. Entretanto, há que se refletir sobre o fato de a escola ser um espaço destinado a formar cidadãos e, portanto, é inconcebível que tais situações possam existir dentro delas...
Será que a escola deixou de cumprir sua principal função? Educar deveria ser o objetivo de toda escola e, se não é mais possível fazer isso, talvez ela deixe de ter sentido.
É ou não uma utopia falar em inclusão escolar quando vemos tantas ocorrências de bullying, tantas evidências de negligência com as crianças nas escolas, ou mesmo, quando ouvimos um deputado, eleito pelo povo, dizer que namorar negro é promiscuidade? Que valores os filhos de tais deputados devem ter e levar para a escola onde estudam e contaminar outros?
http://www.portalcorreio.com.br/noticias/matLer.asp?newsId=176324
http://saci.org.br/?modulo=akemi¶metro=20718

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