quarta-feira, 30 de março de 2011

Inclusão Escolar - Uma utopia


Embora a escola seja para todos e a inclusão um direito do cidadão, o que vemos na prática não chega nem perto disso. A lei obriga a incluir, mas estar matriculado na escola não significa estar incluído. A inclusão vai muito além de inserir alguém em um determinado espaço junto com outras pessoas.
Cansada de buscar a tal inclusão escolar hoje a vejo como uma utopia e tenho dúvidas com relação a uma frase do grande educador Paulo Freire "O utópico não é irrealizável [...]". Nesse caso, inclusão escolar, muitos fatores estão imbricados, o que pode tornar de fato irrealizável, ou mesmo muito distante.
Vivemos atualmente uma crise nos valores morais e falta de ética. Vale mais o que se tem do que o que se é. Além disso, vivemos presos a padrões estabelecidos por puras convenções e, quando se difere de tais padrões o que acontece é que se vive à margem da sociedade. Assim,  os negros, pobres, favelados, deficientes, entre outros, custumam ser as principais vítimas de situações excludentes dentro de instituições escolares. Dessa  forma, temos que admitir que a escola é o espelho da sociedade, pois tais situações acontecem em outros ambientes. Entretanto, há que se refletir sobre o fato de a escola ser um espaço destinado a formar cidadãos e, portanto, é inconcebível que tais situações possam existir dentro delas...
Será que a escola deixou de cumprir sua principal função? Educar deveria ser o objetivo de toda escola e, se não é mais possível fazer isso, talvez ela deixe de ter sentido.
É ou não uma utopia falar em inclusão escolar quando vemos tantas ocorrências de bullying, tantas evidências de negligência com as crianças nas escolas, ou mesmo,  quando ouvimos um deputado, eleito pelo povo, dizer que namorar negro é promiscuidade? Que valores os filhos de tais deputados devem ter e levar para a escola onde estudam e contaminar outros?

http://www.portalcorreio.com.br/noticias/matLer.asp?newsId=176324

http://saci.org.br/?modulo=akemi&parametro=20718

Bullying




O bullying sempre existiu, mas  atualmente o assunto parece "em alta". Apesar disso, a gente só se dá conta das consequências reais dessa "brincadeira" quando acontece com alguém muito próximo. Eu mesma, tenho vivido o problema muito de perto, pois minha filha tem sido vítima de tal prática tanto por parte dos colegas quanto dos professores. Cheguei ao meu limite de tolerância e, logo postarei aqui minha decisão e as consequências. Só gostaria de salientar, por enquanto, mais uma coisinha: desprezar e/ou ignorar uma criança na sala de aula é uma forma de agressão que dói tantoou mais do que uma agressão física. Não se calem! Botem a boca no mundo! Ajam! Hoje sei que não adianta querer ser civilizado e tolerante, pois passamos de vítimas a algozes. Sinto que a escola não nos vê com bons olhos...

http://revistaescola.abril.com.br/crianca-e-adolescente/comportamento/bullying-escola-494973.shtml

http://www.portalbullying.com.pt/

http://www.youtube.com/watch?v=XN7DyQRcjdA

http://www.webartigos.com/articles/21393/1/Bullying---Disque-100-e-Salve-Alguem/pagina1.html

quarta-feira, 23 de março de 2011

Piadas






Joãozinho chega em casa e entrega ao pai o recibo da mensalidade escolar. O pai olha o preço cobrado e se assusta:
-Meu Deus! Como é caro estudar nesse colegio.
-E  olhe, pai,  eu sou um dos que menos estudam na minha classe!

sábado, 19 de março de 2011

Papel de pai, papel de mãe...

Como a maioria das mulheres-mães, sentindo-me sobrecarregada com tantas funções, ouví várias vezes coisas do tipo "é isso mesmo, é papel de mãe". A partir de então passei a me questionar sobre qual é o papel do pai.

No tempo dos meus avós e até mesmo dos meus pais, cabia ao pai ser o mantenedor financeiro e à mãe todo o restante(cuidar da casa, dos filhos, do marido... sem contar em estar sempre alegre, sorridente, limpa, cheirosa e disponível para ele, o chefe da família).

Atualmente, salvo raríssimas exceções, nada mais "cabe" ao pai, pois sequer querem arcar com parte das despesas financeiras. À mãe todas às funções, e ao pai nada. Penso q cada um tem a importância q se dá, e, nesse caso, vai chegar um dia em q ao pai nenhuma importância será dada. Parece q os homens querem se sentir totalmente dispensáveis, afinal, até mesmo para q as crianças nasçam não mais precisamos deles: basta ir a um banco de esperma.

Apesar dessa ausência paterna, muita gente prefere fingir q não entende pq muitos filhos são tão apegados à mãe chegando, muitas vezes, a desprezar o pai. E dizem aos quatro cantos do mundo q é a mãe q "fica colocando coisas na cabeça dos filhos", parecendo acreditar q criança é burra, insensível e não percebe as coisas. Criança é bem mais inteligente, sensível e perceptiva do q muitos adultos e, tenho certeza de q uma grande maioria delas sabe q não deveria existir papel de mãe x papel de pai, mas sim divisão de tarefas. Isso sim seria mais justo, pois dessa forma não sobrecarregaria um enquanto o outro fica "de boa".


O que mais me deixa irritada nessa situação é q quando as coisas estão indo bem o pai resolve estar presente e usar o pronome "nós", mas qdo as coisas vão mal a culpa é da mãe.



O que será educação?

Se a própria campanha do governo tem o slogan acima, pq será q ainda tem gente q acha q a única forma de educação e socialização válida é a q acontece no ambiente escolar?
Sendo a educação um processo multifacetado, como pode caber a um único responsável, no caso à escola?



Eu, atualmente tenho sérias dúvidas se no ambiente escolar há acesso à educação ou apenas a conteúdos p passar no vestibular (qdo há!)... Conheço "educadores" q na prática estão fazendo um processo inverso: ao invés de educar estão deseducando. Minha experiência c minha filha me mostra isso: professores q não respeitam, mas exigem respeito, q excluem ao invés de incluirem... na verdade fingem q estão educando, mas sequer conhecem o verdadeiro significado disso. Esses, são na verdade meros transmissores de informações (eu disse informações e não conhecimentos), aqueles q fazem parte daquilo q o grande educador Paulo Freire chamou de "Educação Bancária" (o professor deposita o "saber"  nos estudantes q nada sabem).

O mais "engraçado" é qdo lemos os folders das escolas e vemos o q declaram como missões e valores(melhores impossíveis!). Sempre acreditamos q estamos realmente investindo na melhor educação, mas, como se diz "na prática, a teoria é outra".




Livro Didático

Como toda ferramenta, pode ser benéfica ou maléfica, dependendo de quem e como é utilizada. Atualmente, vem sendo muito criticado, mas, penso q a crítica deve ser a quem o utiliza, pois, conforme mencionei, trata-se de uma ferramenta, um recurso para ser utilizado não como único, mas como mais um. O educador deve estar atento às informações contidas e transformá-las em conhecimentos, levando os estudantes a refletirem tais informações...
O q acontece, na maioria das vezes, é q o professor fica preso ao livro, fazendo uso de atividades (q vem respondidas no seu) e, dessa forma não estimula reflexões:  vale apenas o q está no livro, punto e basta!

Tecnologia na Educação


Quando se fala em "Tecnologia na Educação" quase sempre se pensa no uso de computadores. Entretanto, o uso de computadores se aplica muito mais à expressão "Informática (informação automática) na Educação.
Entende-se por tecnologia tudo o q o homem inventou (objetos e / ou métodos e técnicas) a fim de melhorar e/ou facilitar a sua vida em todos os aspectos: melhorar sua capacidade física (aparelhos de ginástica, treinos paraatletas, etc), sensorial ( óculos, aparelhos auditivos, etc), motora (próteses, órteses, cadeiras de roda, etc) ou mental (técnicas para leitura dinâmica, métodos de memorização, etc); facilitar e simplificar seu trabalho (fax,  computador, equipamentos de segurança, etc); facilitar as relações interpessoais (telefone, fax, computador, etc) e, até mesmo, dar prazer (equipamentos para massagens, equipamentos eróticos, etc).
Dessa forma, ao pensar em um conceito para "Tecnologia na Educação" deve-se pensar não apenas no uso do computador, mas também em TV, vídeo, rádio, cinema, copiadora, fax, telefone, etc. Entretanto, não se pode esquecer da fala (diferentes dos grunhidos de outrora), da escrita, da imprensa (falada e escrita), das técnicas de leitura e/ou estudo, que são tecnologias que já existiam bem antes dos computadores e outros equipamentos eletro-eletrônicos.
O tempo é de mudanças e mudanças rápidas. Estamos na era das informações fluidas. O educador precisa estar atento e aberto às novas tecnologias a fim de mediar o ensino-aprendizagem.  Entretanto, não basta dominar as novas tecnologias: é preciso q o educador  tenha um perfil diferente de outrora, quando era o "detentor do saber" e transmitia esse saber (estático) para os alunos. Se as informações são fluidas, mudando a todo instante, a ordem agora é dinamizar a inteligência coletiva, transgredir a linearidade, pesquisar e ser um arquiteo  cognitivo, pois não basta ter acesso à informação (conjunto de dados que faz sentido), mas sim, ter acesso ao conhecimento (utilização da informação). Assim, na educação, a tecnologia dinamiza, amplia, acelera as formas de conhecer; é acesso a informação e  construção do conhecimento.
Como toda e  qualquer ferramenta, a tecnologia na educação, como em quaquer outro âmbito, pode ser benéfica ou maléfica, dependendo de quem e como a utiliza.